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 The Witch of the Wilds

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AutorMensagem
ADM.Phelipe

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MensagemAssunto: The Witch of the Wilds   Ter Dez 22, 2015 7:04 pm

The Witch of the Wilds

Aqui ocorrerá a aventura de Morrigan!



Objetivos:
— Passar de Nível.
— Ficar rico.
— Conseguir um cajado.
— Matar alguém.
— Não morrer.
— Dominar o Mundo.
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ADM.Noskire

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Sex Dez 25, 2015 11:05 pm


Post: 01 Localização: Naturia


Prelúdio

Sentada nos degraus da cabana de sua mãe, Morrigan brincava com uma mecha de seus cabelos escuros, enrolando-a e desenrolando-a com seu esguio dedo indicador. Seus olhos quase dourados vagavam perdidos, observando a floresta ao redor, mas sem focar em nada específico. Sua mente também divagava. O motivo de tal ócio eram as últimas palavras que Flemeth havia lhe dito: ”Já lhe ensinei tudo o que podia, agora é hora de você sair e aprender por si mesma.”

Sempre que Flemeth a chamava ou dava a impressão de que lhe diria algo importante, Morrigan prendia a respiração em expectativa. Por anos imaginou aquela velha lhe dizendo que estava pronta, que poderia partir e se aventurar, que finalmente estava preparada para enfrentar o mundo e dobra-lo à seu bel prazer. No entanto, quando aquelas tão desejadas palavras finalmente saíram da boca da bruxa, Morrigan ficou sem saber o que fazer! Suspirou.

— Fazer o quê? Sempre fui livre para fazer o que quisesse, todavia simultaneamente presa à floresta e ao pântano. Agora posso ir para o outro lado do mundo, mas não sei o que há lá para mim.

Suspirou novamente, com um pequeno sorriso no rosto. "É jocoso a forma como as coisas ocorrem. Quem diria que a realização de um dos meus maiores desejos fosse me deixar tão indecisa e confusa." Ainda com um leve sorriso brincando em seus lábios carnudos, se levantou e abanou suas roupas, tirando a poeira dos batentes de seus trajes. Juntando as mãos atrás das costas e levando-as até acima da cabeça, esticou seu corpo e tentou colocar um pouco mais de energia nele.

— Ok, chega de pensar, hora de agir!

Virou em torno do próprio eixo e entrou na casa, sem bater. O único perigo era ver sua mãe se trocando, algo que atormentaria os pesadelos da bruxa até o dia de sua morte ou talvez até além desta ocasião. No entanto, embora pequena, a cabana possuía três comodos, um deles onde as duas trocavam de roupas e usavam para o banho, protegido da visão da jovem por uma parede e uma cortina encardida pelo tempo. "Graças aos deuses!" Brincou consigo mesma, citando seres que nunca acreditou.

Passou direto pelo primeiro cômodo, o mais espaçoso, e foi até o canto do segundo, onde dormia. Se jogou na cama com um pequeno pulo e um sorriso zombeteiro no rosto, caindo sentada. Seu catre sempre rangia com o seu peso — "Não por eu ser pesada, mas sim por ele ser antigo!" — e o som incomodava sua mãe, o que era motivo mais do que o suficiente para Morrigan amá-lo.

Pacientemente, começou a pegar suas roupas, dobrar e colocar em uma pequena bolsa que poderia prender na cintura. Seu vestuário era escasso e, portanto, não deveria gastar mais do que alguns poucos minutos para empacotá-lo. Não possuia apetrechos, ferramentas ou nada similar e, à vista disso, suas malas estavam prontas. Prendeu a pequena bolsa em volta da cintura e voltou ao primeiro cômodo. Se sua mãe estivesse por lá, pediria por comida e água para a viagem. Caso contrário, iria pegar por si só, mas pouco, não queria matar a velha de fome.

Faltava apenas uma coisa agora, se despedir. Morrigan nunca foi sentimental e não era agora que seria. Flemeth era igual à jovem, se não pior. Portanto, ao ver sua mãe, iria logo direto ao ponto.

— Adeus, mãe. Não se esqueça do cozido no fogo. Eu odiaria voltar para uma cabana incendiada!

Diria num tom de voz lento e sedoso, sua voz usual quando usava sarcasmo. Com um rápido sorriso e um breve aceno, daria as costas para a bruxa que lhe criou e andaria em direção à vila mais próxima, com o coração acelerado e os pensamentos à mil. "Enfim, livre!"

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Sab Dez 26, 2015 4:12 pm

O dia era lindo; o sol estava radiante, os riachos azuis e repletos de peixes refletiam a luz, a vegetação verde-clara revigorava quem as olhasse. A fauna parecia estar em harmonia, um silêncio apaguizador reinava naquela paisagem de floresta tão bela. Um vento suave balança ligeiramente os galhos, que emitiam um som baixíssimo e calmante. Nada naquele dia parecia poder dar errado, e ele apenas estava começando. O sol mal havia nascido, e o céu estava de um azul límpido. E foi neste dia impecável que se iniciou a vida de uma jovem druida.

Ela havia acabado de deixar a pequena cabana onde passara toda sua vida com sua mestra. Deu as costas ao local sem hesitação, em busca de uma nova vida. A liberdade a chamava, era uma força imensamente poderosa que a impelia. O mundo era enorme, e muito dele havia a ser explorado. Morrigan havia apenas ouvido histórias; daquele dia em diante, ela viverá as histórias.

A druida emergiu do pântano, deixando para trás o santuário que a havia abrigado todos esses anos. No horizonte, ela avistava uma vila sobre uma colina. Um feixe de fumaça se elevava do local, sinal de habitação. Havia um pequeno caminho de barro até lá, que Morrigan seguiu fielmente por uma hora. Ao se aproximar do local, ela pôde ver que a vila era maior do que pensava. Ela era rodeada de uma muralha de barro altíssima, e era maior que o pântano de onde a druida veio.

A druida ficou cara a cara com um enorme portão, a entrada da cidade. A ponte levadiça estava abaixada, e a entrada livre. Via-se uma placa indicando "Naturia" na entrada. Porém, assim que Morrigan tentou adentrar o local, ela foi parada por um guarda:

Nome, origem e objetivos na cidade.

Guarda:
 
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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Seg Dez 28, 2015 12:59 am


Post: 02 Localização: Naturia


Naturia

Sua mãe basicamente a ignorou, observando-a ir embora sem dizer uma única palavra. Embora dissesse para si mesma que não se importava, Morrigan sentia um aperto na garganta, um misto de raiva e decepção. "Bruxa velha!" Mesmo assim, continuou com passos firmes em direção à Naturia, enquanto amaldiçoava Flemeth por todos os anos em que ficaram juntas, mesmo parte da jovem sabendo que praticamente todo o seu conhecimento era devido à bruxa.

Acalmou-se algumas centenas — ou seria menos? Ou mais? — de metros depois. Isolou o comportamento de sua mãe em uma parte obscura de seu cérebro e voltou sua atenção para o ambiente ao seu redor. Não era a primeira vez que a druida passava por aquele caminho, já havia ido até Naturia quando criança, esporadicamente. No entanto, a floresta parecia mais viva do que nunca. "Como se o dia estivesse mais claro... Ou as plantas estivessem mais vivazes..." Deu um pequeno sorriso. "Ou talvez seja apenas eu..."

De qualquer forma, não parou para admirar o local, não era de seu feitio. Pouco depois saiu do pântano e entrou na floresta propriamente dita. Ao longe, pode ver uma cidade que, a não ser que houvesse se perdido, era Naturia. Parou apenas por alguns segundos, procurando por uma trilha que pudesse lhe levar até lá. Não se importava em ir por dentro da floresta, mas a vegetação atrapalharia seu movimento, alongando ainda mais a sua viagem.

Estava em uma parte da floresta que, imaginava, não possuía muitos visitantes. Por este motivo, a natureza ali encontrava-se praticamente inalterada. Mesmo assim, analisou a vegetação ao seu redor e conseguiu encontrar um caminho onde a relva era baixa ou, em alguns trechos, inexistente. Dando um sorriso sem nem mesmo perceber, foi até lá e recomeçou a sua jornada.

Enquanto caminhava, voltou sua mente para a última vez em que fora à cidade. "Isso já faz quanto tempo? Cinco anos? Seis? Hahaha... Tão confiante e corajosa eu era!" No geral Morrigan conseguia se manter invisível aos olhos da população, embora da última vez houvesse sido diferente. Um homem havia a acusado de ser uma bruxa.

Em Naturia, magos e druidas eram aceitos e tratados com igualdade. No entanto, bruxa era um termo mais atípico, geralmente utilizado para se referir à um ser vil. A única bruxa da região que Morrigan já ouviu falar foi Flemeth, a qual era caçada constantemente. Se fosse associada à ela, poderia ser o fim da jovem bruxa.

O homem apontou para a garota e gritou, numa linguagem desconhecida para a jovem e, aparentemente, para o resto da população. Perspicaz, Morrigan se jogou ao chão e agiu como se estivesse apavorada. O homem, naturalmente, foi preso. A jovem deu um largo sorriso rememorando o passado. "Brincadeira de criança!"

Passou o resto do caminho relembrando o passado e refletindo sobre o futuro, com seus pensamentos desorganizados e sua mente inquieta. Mas, finalmente, chegou ao seu primeiro destino: Naturia. Se deparou com um muro maior do que se lembrava e indagou a si mesma se sua memória falhava ou se haviam o melhorado. No entanto, deixou esse pensamento de lado quase imediatamente, já que não a traria nenhum benefício saber a resposta. Foi até a ponte e seguiu em frente até os portões da cidade.

— Nome, origem e objetivos na cidade.

Morrigan levantou uma sobrancelha em resposta, surpresa com a pergunta, mas se divertindo com a situação. Fez uma breve mesura, levantando as pontas de uma saia invisível e abaixando levemente o corpo — Flemeth lhe ensinara aquilo —, mas embora passasse a ideia de respeito, Morrigan apenas brincava com a situação, sendo na verdade arrogante com o porteiro. Com seu tom de voz adocicado, respondeu:

— Morrigan, Naturia e não é da sua conta!

Com um largo sorriso zombeteiro e mais uma breve mesura, seguiria em frente, com calma e elegância. "Onde devo ir agora?"

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Ter Dez 29, 2015 4:32 pm

O guarda visivelmente não fora agradado pelos gracejos da druida. Sob seu elmo, um grunhido cansado de tanto trabalho podia ser ouvido. O turno da noite havia sido longo e cansativo, e o homem não desejava mais problemas até poder dormir. Resignado, ele lhe fez um sinal com a cabeça, lento e sem ânimo.

- Vá. E que eu não encontre mais.

O dia havia apenas começado a aparecer, vivo e radiante, e a população já estava nas ruas, revigorada pela noite. Morrigan passou a entrada e viu finalmente a cidade por dentro, após tantos anos. Ela havia ficado muito maior. Uma avenida enorme, a principal de Naturia, se estendia até o horizonte, e uma rua menor estendia-se perpendicularmente a esta, justo a frente da próxima casa. No meio da grande avenida, um aglomerado atípico de cidadãos, aventureiros, mercenários e soldados se juntava rapidamente. Eles emitiam muito barulho, como se protestassem contra algo.

Morrigan se aproximou instintivamente, curiosa, e logo em seguida encontrou-se no meio da confusão, sendo empurrada e sacudida por todos os lados. Após algum tempo, a massa de pessoas começou a tomar uma forma, e logo ela se pôs em formação de meia-lua em volta de um homem. Ele possuía uma barba longa e dourada como trigo, uma armadura de ferro negro polido perfeitamente, um machado de dois cabos e um escudo do mesmo ferro da armadura. O guerreiro estava discursando, ou melhor, urrando, incitando as pessoas a se moverem. Junto com suas palavras, ele fazia gestos energéticos, como erguer sua arma ou bater no ar com seu escudo.

Não podemos ficar sem reação! Os bandidos já mataram Aeron! AERON! O grande monge draconiano, o único de Naturia! Eles estão cada vez mais poderosos, e temos que cuidar deles agora, antes que virem um problema maior! Basta de assassinatos selvagens! Nós faremos as vidas de Aeron, Marion e Hroggar valerem a pena! Sigam-me homens!

O homem começou a se mover, e todo povo que o ouvia começou a segui-lo. deixando Morrigan ligeiramente para trás, e esvaziando a cidade em volta dela. Ouvia-se o rugido de quase duzentos homens marchando desorganizadamente, saindo da cidade. Os guardas pareciam espantados, mas nada faziam. Um deles se ficou parado no meio da grande avenida, perto de Morrigan, e disse, com uma voz quase inaudível:

Então este é o lendário Ulfric...
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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Qua Jan 06, 2016 9:28 pm


Post: 03 Localização: Naturia


Claustrofobia

Morrigan nunca pensou que a cidade poderia ficar maior do que já era, mas, aparentemente, isto era possível. Foi possível. Algumas edificações ao redor lhe eram familiares, mas muitas eram novas ou, pelo menos, haviam sido reformadas parcialmente. As ruas estavam mais largas e pareciam ir mais longe do que na sua visita anterior. O que parecia ser boa parte da população da cidade encontrava-se logo após a entrada. Brincando consigo mesma, a maga deu um leve sorriso e falou:

— Não precisavam vir me dar boas vindas!

Continuou andando e, pouco depois, viu-se cercada pela população. "Isso não é bom!" Sua garganta fechou-se como se houvesse caído num rio profundo, lutando para voltar para a superfície. E era mais ou menos assim que se sentia. Para todos os cantos que olhava, apenas via pessoas e mais pessoas, era como se o sol houvesse sido limitado à um pequeno círculo acima de sua cabeça e todo o resto estivesse mais escuro, mais sombrio. "De onde infernos veio tanta gente!" Tentou forçar seu caminho para fora da multidão, mas eles resistiam à seus empurrões e a empurravam de volta, jogando-a para os lados e dando a impressão que ia cada vez mais para o centro daquela bagunça. "Vou morrer aqui!" Era o único pensamento que vinha a mente da jovem.

Quando o desespero já quase a tinha dominado, viu luz através de duas pessoas e forçou seu caminho com tanto afinco que surpreendeu a si mesma, quase derrubando os dois indivíduos e caindo ela própria. Saiu da muvuca e respirou aliviada. Sentia-se exausta, sem ar, e suor escorria de seu rosto. "O que foi isso?" Nem mesmo a maga entendia o que havia acabado de acontecer. Por que havia ficado com tanto medo? Olhou para a população próxima de si por um momento, estupefata, ainda arquejando levemente por ar. "Um bando de civis! Fiquei com medo de um bando de civis!"

Um pouco mais calma, percebeu que a multidão estava reunida ao redor de um homem com armadura, escudo e machado. Todos os equipamentos eram aparentemente bem feitos e estavam em ótimo estado. Além disso, o conjunto passava um certo receio, um certo temor. "Este homem não parece ser um guerreiro ordinário." Foi com um crescente alívio que viu o guerreiro se afastar, enquanto a multidão o seguia. "Isso mesmo, vão embora, fico melhor sem vocês!"

Um guarda, tão similar ao porteiro quanto era possível, comentou sobre o acontecimento ao seu lado, como se fossem grandes amigos. A maga olhou-o com desdém. No entanto, havia sido informada do nome do guerreiro. "Ulfric..." E, por algum motivo, um arrepio percorreu seu corpo frágil. "Eu preciso ficar longe deste homem!" Por que? Não sabia. Mas tinha certeza que precisava manter distância. E faria isso. Ah, se faria!

Não pretendia permanecer em Naturia por muito tempo, mas antes de partir, precisava se preparar para a longa viagem que faria. "Primeiro, vejamos..." Sentiu sede e logo soube onde ir. Aproveitaria o guarda desagradável ao seu lado para pedir informações. Talvez ele pudesse ser útil, afinal de contas. Com um largo sorriso — falso, mas belo —, indagaria:

— Onde eu posso comprar um pouco de vinho?

Seguiria as instruções do homem ou procuraria por si mesma, caso ele fosse um completo imbecil e não a ajudasse. Encontrando um estabelecimento especializado em bebidas — bar era o nome, se não se enganava —, entraria e iria até a pessoa que parecesse ser o dono do local. Com mais um largo sorriso — novamente falso, mas ainda assim belo —, pediria:

— Quanto é uma garrafa de vinho?

Enquanto esperasse a resposta, ou até ser atendida, aproveitaria para analisar o ambiente. Flemeth uma vez lhe dissera que um ótimo local para reunir informação é no bar. Atentaria-se para o jeito e as roupas das pessoas ao redor, o que elas bebiam e o que faziam. Também ouviria com atenção, tentando captar o máximo possível e, quem sabe, descobrir algo interessante sobre as redondezas.

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Qui Jan 07, 2016 2:47 pm


Post: (Escrever) Where: (Escrever) Wheater: (Escrever) Notes: (Escrever)

Fugindo do plot


Morrigan não se sentia nada a vontade em meio a toda essa multidão; sentia-se apertada, presa, amarrada... Afinal, ela vivera toda sua vida isolada e acompanhada apenas de sua mestra. Porém, finalmente, ela havia achado uma abertura, um lugar onde se sentia livre. Porém seu receio não havia chegado a um fim. Morrigan sentia-se intimidada com Ulfric, um guerreiro que realmente emitia uma estranha aura de puro poder.

A druida ficou para trás, observando o grupo indo para a luta. Havia algo e estranho proveniente de Ulfric... Algo que move massas, que lhe traz um carisma incrível, porém que conserva sua integridade e dignidade. Um homem, como diz a guarda, lendário. Tal aura assustava a druida, e ela julgou manter-se afastada dele, por questões de segurança.

Morrigan andava pelas ruas agora vazias, em direção de uma taverna. Ansiava por saciar sua sede e seu vício, e talvez ouvir algumas informações importantes. Pouco a pouco, a enorme avenida ia se estreitando, até transformar-se em nada maior que uma rua pequena. Um cheiro de terra batia preenchia as narinas de Morrigan. Mas logo encontrou uma pequena taverna, exalando um odor fortíssimo de álcool.

Ao adentrar o recinto, a jovem deparou-se com um lugar pouco movimentado e quieto, talvez devido ao horário deveras cedo. Haviam apenas alguns bêbados tão alterados que mal conseguiam levantar sua cabeça, dois guardas e três sujeitos de terno preto e chapéu coco. Era impossível ver o rosto destes, escondido pelo chapéu abaixado.

Morrigan sentou-se em frente a um balcão, e pediu uma garrafa de vinho. Dito e feito. Foi servida, e o taverneiro lhe pediu para pagar assim que sair. A druida ouvia atentamente as conversas atrás de si, porém eles falavam baixo e Morrigan nunca possuiu uma escuta fenomenal. Apenas a discussão dos guardas era audível, e ela pôde ouvir estas palavras:

Você ouviu? O monge draconiano foi assassinado em seu próprio templo! O cajado do dragão roubado, além de milhares de peças de ouro! Malditos caras-pintadas, cada vez mais atrevidos!




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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Qui Jan 07, 2016 10:27 pm


Post: 04 Localização: Naturia


Perseguição

Caminhou mais do que imaginou ser necessário a princípio. Imaginava que bares eram comuns, mas, aparentemente, não eram tanto assim. Ou talvez, fosse apenas ali, em Naturia, uma exceção. De qualquer forma, persistiu até atingir seu objetivo. O cheiro de álcool no ar foi o suficiente para a maga saber que havia encontrado o tal de bar. Torceu o nariz em repugnância. "Não entendo como podem viver em tamanha imundice..." Suspirou e adentrou a pocilga.

Havia poucas pessoas por ali, embora Morrigan esperasse encontrar o local bem mais movimentado. "Ou Flemeth vem mentindo para mim, ou há algo de errado com este lugar!" Foi até um largo balcão, onde imaginava que deveria fazer seu pedido, e sentou-se no banco que parecia mais limpo — Ou menos imundo, para ser mais exato. Forçou-se a sorrir para o que parecia ser o dono do local e pediu por uma garrafa de vinho. Foi servida rapidamente — "Até que fim algo de bom nessa espelunca!" — e sorveu o líquido diretamente da garrafa, mas com delicadeza, ainda assim. "Já provei melhores, mas vai servir!"

Deu um largo sorriso, ainda sentindo o gosto adocicado nos lábios, e fechou a garrafa, colocando-a em sua bolsa. Virou e observou o local que a cercava. Alguns homens pareciam dormir, embora Morrigan não entendesse porque dormir ali, talvez na rua fosse melhor. "Achando um local na sombra... Pelo menos não teria esse cheiro... Ahgh!" Havia três homens de preto, os quais chamaram a atenção da jovem. No entanto, falavam baixo e pareciam reservados, o que impediu que a druida conseguisse tirar alguma informação dali. Também tinha dois guardas no bar, embora bebessem ao invés de trabalharem. "Incompetentes!"

Mais uma vez ouvia falar sobre o monge tão famoso, desconhecido para ela até alguns minutos antes. Suspirou. "Este assunto me persegue. Será que não há nada melhor para discutirem? Como a existência de um ser mágico nas redondezas?" Mas enfim, o que tinha ela de melhor para fazer, não é mesmo? Se levantou e foi até os guardas com um largo sorriso no rosto. Parou por um momento, esperando chamar a atenção da dupla, e então disse:

— Olá! Vocês poderiam me informar onde fica o templo deste poderoso monge? — Se referiu ao monge com sua voz adocicada, reprimindo certo desdém pelo desconhecido tão aclamado no local. Não achava que aquela informação fosse secreta ou algo similar, então deveria consegui-la com certa facilidade. A seguir, voltaria ao balcão e falaria com o dono do local.

— Você tem alguma comida para viagem? Por quanto você faz algumas porções, mais a garrafa do seu saboroso vinho, para uma jovem donzela como eu? — Daria o seu sorriso mais sedutor, tentando conseguir algum desconto. Imaginava que não possuía muito dinheiro, Flemeth não era de facilitar sua vida, então precisava economizar o máximo possível. Pagaria pelo vinho e pela comida e sairia do local ainda com um sorriso no rosto e acenando jubilosamente para o dono e os guardas.

Assim que saísse da pocilga, deixaria de sorrir e voltaria a utilizar sua expressão neutra. "Vejamos..." Utilizando o pouco — para não dizer nada — que sabia da cidade e as informações conseguidas com os guardas, tentaria se localizar e andaria na direção que imaginava ser o templo do monge. Se visse pessoas no caminho, pediria por direções da forma mais educada que conseguisse e seguiria até encontrar o templo. "Realmente espero que encontre algo lá que valha o meu tempo!"

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Sab Jan 09, 2016 9:20 am


Post: (Escrever) Where: (Escrever) Wheater: (Escrever) Notes: (Escrever)

O plot é invencível


Morrigan sentia-se perseguida por este assunto, mas a realidade é que ele se propagava como fogo em Naturia, de boca a orelha. Afinal, o monge guardião da floresta tão louvada pelos habitantes havia sido assassinado em seu próprio templo por meros bandidos.

A druida resignou-se e decidiu informar-se mais sobre o assunto, já que parecia tão importante para o povo de Naturia. Ela aproximou-se dos guardas, e perguntou sobre o paradeiro do templo tão mencionado.

O templo? Não sei por que alguém iria lá. Está profanado, vazio. Todas as riquezas e armas lendárias pilhadas, os monges assassinados... Tudo por esses caras-pintadas. Mas ouvi dizer que Ulfric está atrás deles. Há! Eles não têm chance! Mas bom, se você quiser realmente ir lá, você tem que sair da cidade e subir o monte Sinaï. Não se preocupe, com certeza você o perceberá.

Morrigan assentiu, e decidiu pegar suprimentos para a pequena viagem. Dirigiu-se ao balcão e pediu um prato para viagem. O homem lhe entregou costela de javali com alguns vegetais, e pôs a refeição em um pequeno pote lacrado. O homem não era de se impressionar fácil, e não caiu no pedido de pechincha da druida. O preço de tudo que ela havia pedido era de 7 peças de ouro, soma logo entregue ao vendedor.

Na rua, Morrigan seguiu as instruções do guarda e voltou por onde havia vindo, alcançando o portão em pouco tempo. Lá, ela pediu a um transeunte o paradeiro do monte Sinaï, e este disse que não havia erro: seguir a estrada de terra até o centro da floresta, e lá o lugar seria reconhecível facilmente.

A druida seguiu este caminho, chegando em certo momento em um lugar impressionante, algo que Morrigan nunca havia visto e nunca imaginaria ver. O  monte erguia-se triunfante, uma mistura perfeita de civilização e natureza, com enormes pilares de mármore sustentando os diversos andares, recobertos de vegetação. Uma escadaria longuíssima alongava-se em sua frente, como um convite para sua entrada. Aquilo era a relíquia de Naturia.







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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Seg Jan 11, 2016 12:34 am


Post: 05 Localização: Naturia


Calmaria

Resolveu se informar sobre o monge com os guardas e um deles respondeu-a com um conjunto de informações inúteis. "Blá, blá, blá..." Todavia, no fim, conseguiu o que queria. "Sair da cidade e subir o monte Sinai... Ok!" Embora não tivesse a mínima ideia de onde ou como era o monte Sinai, parecia bem fácil, não? Agradeceu com um sorriso simpático, embora em seu íntimo considerasse o guarda um completo inútil, e voltou ao balcão.

O dono do local não a atendeu da forma que a jovem esperava. Quando pediu comida para viagem, imaginou alguns sanduíches, talvez. Porções de comida leve, que pudesse comer andando, mas que fosse o suficiente para mantê-la satisfeita. No entanto, o homem lhe trouxera costelas. Sim, costelas! Você leu corretamente! "Bárbaro!" Mesmo considerando aquilo um exagero, o local não parecia possuir muitas opções, então a druida aceitou a comida.

O proprietário cobrou menos do que a jovem esperava pagar, mas ainda assim mais do que gostaria de gastar. "É quase um quinto do que tenho!" Suprimiu um estalo de sua língua, em desaprovação, e pagou o solicitado. Com um aceno, saiu da pocilga e se viu novamente nas ruas de Naturia. Com um pouco de sorte, conseguiu se lembrar o caminho que havia percorrido até ali e percorreu-o de volta. Curiosa, andou observando as estruturas ao seu redor, tão diferentes, tão imperfeitas e, mesmo assim, tão interessantes para ela.

Agora, sabendo bem para onde ia, não demorou à retornar ao portão da cidade. Lá, voltou-se a sentir-se perdida. No entanto, bastou pedir informações a um transeunte que conseguiu se orientar e prosseguir na sua breve jornada. Levou algum tempo para finalmente pensar: "Como infernos vou saber que estou no centro da floresta?" Pergunta pertinente, mas que deveria ter sido feita precocemente. Com preguiça de voltar a cidade, permaneceu andando, na esperança de conseguir encontrar o monte. "Não deve ser tão difícil assim de se ver um monte!" Esperava.

Já começava a ficar levemente preocupada — Não por se perder, pois isto não temia. Mas por andar sem rumo e desperdiçar seu tempo. — quando finalmente viu o que parecia ser seu destino. Era uma estrutura maravilhosa. Dava a impressão que a terra havia se erguido e a formado, devido à vegetação acima e ao redor da construção. Tudo parecia ter sido feito de pedra e, embora as colunas fossem arredondadas, dando certa leveza ao projeto, imaginava que deviam aguentar toneladas de peso a todo momento. Realmente era algo a se admirar.

Escadas levavam ao topo da estrutura, seu objetivo final. No entanto, já caminhava a um bom tempo e, portanto, resolveu sentar-se nos primeiros degraus da escadaria e aproveitar uma rápida refeição. Ao fim, tomaria mais um pouco do doce vinho que comprara. Já fazia algum tempo que achava estar começando a se viciar naquele néctar dos deuses, e isso não era bom. Mesmo assim, era algo tão bom, tão prazeroso, que a maga acabava não se importando muito com isso.

Após a breve refeição, voltaria a colocar sua comida e seu vinho na sua bolsa e subiria as escadas até o topo, onde imaginava ser o templo do monge assassinado. Lá, andaria sem rumo, observando o local e tentando encontrar algo que valesse sua visita.

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Drako

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Qua Fev 03, 2016 5:42 am


Morrigan tinha ficado impressionada com a magnitude daquela construção surreal. Mas depois que conseguiu admirar o suficiente o grande templo, ela decidiu que era o momento para se alimentar antes que fosse iniciar sua aventura dentro da estrutura colossal. A garota quando tomou o vinho, percebeu que estava se viciando na bebida, mas acredita não ter nenhum problema. Depois que terminou o desjejum, arrumou todos os seus pertences e foi na direção da entrada do templo. Ao ir subindo as escadas, percebeu que de longe parecia ser menor a subida que estava realizando. Mas Morrigan foi persistente, não parou em nenhum momento para descansar. Quando pisava em um dos últimos degraus, ela pode ver parte da entrada do templo, mas acabou tendo uma surpresa.

Velho –Quem é você?

Foi um VELHO que estava acompanhado por uma MULHER e um ELFO que tinha dirigido a palavra para Morrigan. Os três estavam encarando a garota como se tentasse ler seus pensamentos, e descobrir o motivo da druida estar ali. O Elfo era o que mais olhava para ela, e tinha uma expressão de desgosto em sua face. A mulher apenas parecia surpresa por ver Morrigan por lá, assim como o velho. Antes que alguém pudesse tentar se pronunciar, o elfo iria interromper e falaria:

Elfo –Vamos Senhor e Senhorita! Não temos tempo a perder com mais ninguém. Peguem suas coisas e vamos logo fazer essa pesquisa.

O velho e a mulher pegaram lampiões de luz, e o elfo estava com uma tocha que acabará de acender. Os três colocaram suas mochilas nas costas, e realizavam as ultimas ações antes de prosseguirem. O senhor de idade parecia estar cansado devido o trabalho que deve ter realizado para chegar até ali. Aparentemente a jovem que estava com eles não parecia abalada, mas ainda continuava com uma expressão de surpresa. Morrigan pode perceber que a entrada do templo levava a um corredor que estava totalmente escuro. Os três desconhecidos deram seus primeiros passos no corredor de entrada do templo, e pareciam não se importar mais com a presença da druida. Morrigan pode perceber que as chamas que eles utilizavam conseguia iluminar totalmente o caminho. Ela prosseguiria com eles? Pois pode perceber que existia outra entrada a 100 metros daquela em que ela estava perto. Mas talvez precisaria de alguma iluminação para ampará-la pelo caminho, poderia se aproveitar da deles ou talvez pudesse arrumar alguma.
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OFF: Não entendi bem o histórico que o Buggy fez pra vc na parte de bebida e comida. Quanto ao meu post, como é o primeiro, ainda estou me adaptando a história. Qualquer critica será bem aceita. Vamos lá!
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ADM.Noskire

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Qui Fev 04, 2016 11:14 pm


Post: 06 Localização: Naturia


Encontro

Embora tenha achado um exagero o dono do bar ter-lhe dado costelas como comida de viagem, Morrigan não era nem um pouco parecida com as mulheres da cidade, donzelas em perigo ao seus olhos. Abriu a pequena vasilha e com suas mãos tirou uma das costelas, sujando seus dedos brancos e esguios com o molho, mas sem se importar. Mordeu e sentiu a carne desprender-se com facilidade, o molho sujando seus lábios carnudos. Para sua surpresa, estava uma delícia. Nunca imaginou que uma espelunca daquelas poderia lhe proporcionar algo tão bom. "Vai ver a sujeirinha dá um toque no gosto..."

Arrancou a carne do osso em grandes mordidas. Ao terminar, girou o osso nas mãos por um momento, observando-o. Ainda tinha um pouco de carne e, portanto, chupou-o avidamente. Ao tirar toda a carne e molho do osso, jogou-o fora com um movimento amplo. Talvez algum animal se satisfizesse com suas sobras, mas não queria que nenhum viesse até seus pés ou pior. Pegou mais uma das pequenas costelas e comeu-a assim como a primeira, até deixar apenas o osso e arremessá-lo para longe também.

Sorveu o vinho e deliciou-se com cada gole, cada segundo que aquele líquido ficava em sua boca, acariciava a sua língua e descia por sua garganta, queimando-a levemente. Com um pouco de esforço, virou a garrafa e fechou-a, com um largo sorriso na boca. "E esse nem é dos melhores..." Imaginou-se rica, comprando as melhores garrafas de vinho que o dinheiro pode pagar. "Serei uma mulher muito feliz quando isto ocorrer." Deu mais um sorriso para si mesma e guardou tudo na sua pequena bolsa lateral. Se levantou sem esforço e deu alguns tapinhas em sua roupa, para limpar a poeira dos degraus da sua roupa.

No início, subiu os degraus com leves pulinhos, brincando consigo mesma. A única escada que já vira tinha dois degraus e era a entrada da casa de Flemeth. No entanto, não demorou a perceber que a subida seria maior do que pensou a princípio e que aquilo a cansaria rapidamente e, portanto, diminuiu o ritmo. No caminho, distraída, passou a assobiar uma canção qualquer que lhe veio à mente.

♪ We're blinded~ ♪
♪ So we're hiding ♪
♪ Dying to be. ♪

♪ We're hiding ♪
♪ From the fighting, ♪
♪ Longing to see. ♪

Interrompeu-se no topo da escadaria. Tanto por não se lembrar o resto da música, quanto por perceber que não estava sozinha. Sentiu seu rosto quente enquanto um rubor subia da base do seu pescoço até o topo de sua cabeça e um arrepio passava pela sua coluna. Nunca haviam lhe ouvido cantando e não pretendia mudar isto agora. Embora fosse algo ilógico até mesmo para a druida, sentia-se incrivelmente constrangida só de pensar em alguém a ouvir cantar.

Esperou aflita pela reação do trio que a encarava, mas apenas o mais velho lhe dirigiu a palavra. "Quem é você?", ele indagou. Após alguns segundos com sua mente processando informações freneticamente, decidiu que eles não a haviam escutado. Suspirou profundamente aliviada, curvando-se levemente para frente e tudo. "Ainda bem que cantei baixinho..." Mesmo assim, esperava estar só ali, será que o trio tivera a mesma ideia que ela?

— Vamos Senhor e Senhorita! Não temos tempo a perder com mais ninguém. Peguem suas coisas e vamos logo fazer essa pesquisa.

Quem falou por último era um elfo alto e forte, o que não era muito comum, pelo pouco que a jovem sabia daquela raça. Pensava que todos fossem esguios, talvez até mais do que ela. "Talvez ele seja uma exceção. Ou talvez eu esteja errada." Embora achasse muito improvável ser a última opção.

Diferentemente do elfo, o velho e a mulher vestiam-se de forma excêntrica e pareciam ter personalidades análogas. Desdenhou-os mentalmente e voltou-se para o elfo, que parecia ser o único que sabia o que estava fazendo ali. Observou-o com mais cuidado, interessada. Vestia uma longa capa, o que a impedia de confirmar se ele estava armado ou não, embora apostasse que sim. Parecia velho, até mesmo para um elfo, o que indicava um vasto conhecimento e poder de combate, se ele fosse de fato um guerreiro como a jovem suspeitava. Com certeza alguém melhor como aliado do que como inimigo.

— Você pode me chamar de Morrigan. — Disse, ainda olhando para o elfo, embora não fosse ele que lhe tenha feito a pergunta. Olhou ao redor por um momento. Aqueles três não pareciam fazer parte daquele lugar, assim como ela, e, portanto, indagou: — E vocês? Intrusos ou exploradores?

Percebeu que a entrada do templo levava a escuridão e que o trio havia meios de transpor aquele desafio. Portanto, independente da resposta — até porque ela não teria nenhuma importância por enquanto —, seguiria os três, afastada do grupo o máximo possível sem deixar de ver onde pisava.

— Então... O que buscam aqui? Se tivermos objetivos distintos, podemos nos auxiliar em nossa busca. Se não..."Eu posso matá-los!"Podemos pensar em algo.

Ouviria a resposta com atenção e pensaria nas suas opções, mas continuaria seguindo o trio. Não havia muito mais o que fazer num corredor escuro, quando não possuía meios de clarear e escolher seu próprio caminho.

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Última edição por ADM.Noskire em Ter Fev 09, 2016 12:22 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Sex Fev 05, 2016 4:43 am


Dos três que estavam à sua frente, Morrigan observou mais o elfo. Ele parecia velho até mesmo para um elfo segundo as suas percepções, o que provavelmente mostrava que tinham muito tempo que conhecia habilidades. Aparentemente ele não gostava da druida, o que era muito difícil de acontecer. Na grande maioria das vezes Morrigan não passava nenhum desconforto para as outras pessoas, pois não passava uma imagem de perigo. A garota druida respondeu o seu nome, e em seguida fez questionamentos aos três quanto ao motivo deles estarem ali, e logo teve sua resposta.

Mulher –Viemos aqui para explorar e elaborar um livro sobre a história que aconteceu aqui. E você?

Antes que Morrigan pudesse falar qualquer coisa, o elfo falou em sua frente para a mulher.

Elfo –Senhorita por favor, não fale com essa mulher. Não a conhecemos, é melhor não confiar.

A mulher fez uma cara de desagrado por ter que seguir o que o elfo disse. O velho parecia se manter imparcial, não opinando em nenhum momento. Aparentemente o Elfo dava instruções para os dois, e eles obedientemente acatavam. Morrigan enquanto seguia-os voltou a perguntar sobre o objetivo deles e teve uma resposta grossa por parte do elfo.

Elfo –Senhorita vai cuidar de sua vida e nos deixe em paz!

Enquanto os três desconhecidos andavam, a garota druida ainda continuava a segui-los. As luzes que eles tinham em mãos era de grande proveito para ela, e desta forma ela considerou melhor acompanhá-los. Todos andaram por alguns minutos por aquele corredor totalmente escuro, e depois seguiram um logo caminho descendo uma escada de grande escala. Porém depois de um tempo Morrigan conseguiu ver uma forte luz vindo de onde provavelmente era o final da escada. O velho e a mulher demonstraram ações de estarem ansiosos para chegar ao lugar que provavelmente pretendiam. Mais um minuto de caminhada e todos chegaram ao mesmo tempo na enorme área que havia dentro do templo. Era possível ver que a forte luz vinha de cristais rubros que estavam fincados na terra e rochas, e eles estavam por toda a parte. Também era possível perceber pequenos templos que ficavam em grandes pedras, aparentemente sendo o dormitório dos antigos moradores. Mas os quatro tiveram uma grande surpresa ao ouvir vozes sendo emitidas de um dos prédios que estavam ao solo. Não era possível conseguir escutar o que estava sendo pronunciado, mas era perceptível que uma das pessoas estava chorando. Foi nesse momento que o Elfo disse:

Elfo –Esperem aqui, algo está errado! E não se esqueçam, não toquem nos cristais venenosos.

O elfo começou a andar na direção do casebre, e retirou de algum lugar escondido de baixo da sua capa uma adaga. O velho e a mulher pareciam estar assustados com tudo aquilo. Quando o elfo entrou dentro do prédio as vozes cessaram, mas depois de um tempo voltaram e a voz do acompanhante do velho e da mulher estava misturado junto a conversa.
Dentro do Templo:
 
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OFF: Tinha esquecido, rsrs!
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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Ter Fev 09, 2016 12:49 am


Post: 07 Localização: Naturia


Templo Carmesim

De acordo com a mulher de veste espalhafatosa, eles foram ali apenas para escreverem um livro sobre o local. Se isto fosse mesmo verdade, poderia usá-los sem nenhum confronto no final. "E ainda poderei pegar tudo de valor para mim." Isso que era unir o útil ao agradável.

Por falar em agradável, o elfo era o oposto disso. Por algum motivo desconhecido para a jovem druida, ele se opunha completamente à ela ali. E, mais uma vez, impediu que os outros dois falassem com ela. Apesar da resposta grosseira, Morrigan deu um largo sorriso, falando para o elfo logo em seguida:

— Qual o problema? Por acaso você teme que eu farei bárbaros aparecerem do nada para atacá-lo?

Para dar enfase, falaria com uma voz mais arrastada e moveria as mãos, como se tentasse cercar e esmagar algo. Mas daria outro largo sorriso depois. Apesar disto, não obteve resposta e nem foi expulsa do grupo, então continuou os seguindo, utilizando da luz que eles tinham.

A caminhada foi longa, o que a jovem não esperava. Quando ouviu falar do templo, imaginou algo ao ar livre. Quando o viu pela primeira vez, na base da escadaria, pensou o mesmo. Então por que um corredor tão escuro? "Não eram os anões que viviam assim?" Imaginou se antes haviam tochas ali, iluminando o caminho agora tão escuro e cheio de sombras.

Sem muitas opções, permaneceu ao alcance da tocha, andando lentamente e afastada, até mesmo quando puderam ver o que parecia ser o fim do túnel. Esperava sair ao ar livre, mais uma vez, com um vasto céu sobre sua cabeça. No entanto, estava enganada novamente. Encontrava-se no subterrâneo, cercada de construções e cristais carmesins.

A princípio, observou os arredores: Uma grande escada, construções por toda a caverna e a chance de tudo desabar e matá-los. Depois concentrou-se nos cristais ao seu redor. "Eles podem me ser úteis..." Não pareciam pedras comuns, tinha algo de diferente neles, podia sentir. E podia de fato usá-los para criar um cajado. Com os cristais e mais alguns itens...

— ...Não toquem nos cristais venenosos.

Morrigan estancou, desanimada. Apesar de tudo, preferia acreditar no elfo do que testar a sorte. Estalou a língua em desagrado. "Isso não me impede de usá-los, mas preciso pensar numa forma segura de fazer isto." Enquanto refletia sobre o que fazer, o elfo se afastou e entrou em uma das casas, enquanto os outros dois permaneceram por ali, esperando.

Algo parecia estar errado no prédio em que o elfo entrou, mas isto não era seu problema e, portanto, aproveitaria o momento para dar uma volta próximo da saída do túnel, em busca de algo de valor. Talvez encontrasse mais algum outro material para seu futuro cajado. Depois de certo tempo, pareceu que o elfo havia resolvido o problema e conversava com alguém. Com seu tom de desdém, Morrigan falou:

— E então... Vão permanecer aqui fora enquanto ele toma um cafezinho? Se eu deduzi corretamente e vocês o contrataram, não deveria estar acontecendo o oposto?

Independente da resposta, daria de ombros e iria atrás do elfo. Encontrando alguém, talvez o morador dali, diria:

— Pelo o que me falaram, pensei que este lugar estaria vazio, mas não paro de encontrar pessoas. Quem é você, por sinal?

Esperaria pela resposta e mais uma vez aproveitaria o momento para observar os arredores, em busca de algo interessante. Após um momento, teve uma ideia. Se dirigiria ao elfo mais uma vez, indagando:

— Por acaso você não saberia como eu posso pegar alguns daqueles cristais para mim, sem ser infectada, é claro?

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MensagemAssunto: Re: The Witch of the Wilds   Sex Fev 12, 2016 1:04 pm


Morrigan demonstrou desejo de ter um dos cristais carmesins, mas logo descobriu que era perigoso tentar obter um. Quando o elfo entrou na casa para tentar descobrir o que estava acontecendo, a druida apenas decidiu dar uma volta para tentar encontrar algo de valor, mas não teve sorte. Logo depois ela pode ouvir que o elfo conversava com alguém dentro da casa. Morrigan tentou fazer uma intriga entre os desconhecidos que estava perto dela e o elfo que estava na edificação próxima, porém teve a seguinte resposta:

Velho –Certamente ele está vendo se o local é seguro para a gente senhorita.

A druida então decide ir ao encontro do elfo, e logo adentrou na casa. Entretanto quando ia falar acabou perdendo a sua reação devido ao que viu, até mesmo para Morrigan aquilo seria uma surpresa. Duas garotas estavam presas em gaiolas de aço cada uma, a prisão tinha tamanho proporcional, o formato era redondo e estavam suspensas por correntes ao teto. A altura que estava suspenso do chão era apenas de um metro, sendo mais que suficiente para elas não terem nenhum contato com o chão. Uma delas estava choramingando, e aparentava ter cerca de 15 anos (humana). A outra tinha por volta dos 25 anos (humana) e estava com uma grande barriga. A garota mais velha ao ver a druida dirigiu-lhe a palavra.

Garota 1 –Por favor, tire minha irmãzinha daqui. Ajude seu amigo aqui, por favor!

Morrigan então pode perceber que as gaiolas estavam trancadas com um cadeado grosso. O Elfo estava próximo com a sua adaga ao que prendia a menina mais nova, e tentava fazer com que a trava abrisse, mas aparentava não ter sucesso. Quando a druida fizesse a pergunta quanto o retiramento dos cristais, o elfo responderia de forma irritada:

Elfo –Ninguém nunca conseguiu retirá-los por estar bem firmes ao solo. E muitos deles morreram na tentativa, então não seja burra de tentar. Agora ver se consegue abrir o cadeado que ta prendendo a outra gaiola, só assim vamos salvá-las antes que eles cheguem, e dar o fora daqui!

O Elfo parecia estar nervoso com toda aquela situação. Talvez ele não fosse forte como Morrigan tinha imaginado, ao contrario não estaria tão inseguro como aparentava.
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